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Quase todo mundo vê novela, mesmo que só de vez em quando. Então, a maioria deve saber quem é Luciana, a personagem da novela das oito que ficou tetraplégica. Temos visto que muitas vezes ela e sua família se questionam sobre a questão da sexualidade e da maternidade entre pessoas com deficiência física. Infelizmente, com o aumento dos acidentes de trânsito, tem-se visto muitos jovens com traumatismos raquimedulares. Além disto, existem várias doenças neurológicas que, com sua progressão, podem levar mulheres jovens à condição de cadeirantes. E, nestes casos, como fica a sexualidade? Estudos mostram que a atividade sexual pode ser mais reduzida neste grupo, mas a qualidade emocional não é diferente. Quanto mais vasto for o repertório de expressão sexual que o casal conseguir lançar mão, maior será a satisfação obtida. Perceber que o toque, o beijo, a estimulação da área genital, bem como a descoberta e a estimulação de outras zonas erógenas são também formas de sensualidade , faz com que o casal consiga obter maior realização. Além disto, os programas de reabilitação estimulam o paciente a desenvolver maior habilidade e movimentação física, bem como integrá-lo na sociedade e no trabalho, o que também contribui para sua satisfação emocional, repercutindo também na esfera sexual. Com relação à gestação, se as condições clínicas da mulher são boas, é possível engravidar, sim. Claro que será um pré-natal diferenciado, envolvendo uma equipe multidisciplinar, mas já existem vários casos bem sucedidos. Já quando o homem é cadeirante, muitas vezes a ejaculação pode ficar comprometida, necessitando de técnicas especiais para obtenção de espermatozoides e do uso da fertilização in vitro para obter gestação.
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