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Preservando a vida - Banco de gametas para pacientes oncológicos |
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Aproximadamente 4% dos pacientes com diagnóstico de câncer neste ano terão menos de 35 anos. Os tipos mais comuns neste grupo de jovens são câncer de mama, melanoma, câncer de colo uterino, linfoma e leucemia. Os tratamentos com quimioterapia e radioterapia propostos para estes tipos de tumor podem levar à infertilidade transitória ou permanente.
Evidências sugerem que a preservação da fertilidade é de grande importância para os pacientes que recebem o diagnóstico da doença. Embora muitos que se curam do câncer e ficam inférteis possam exercer a maternidade ou a paternidade através da adoção ou da doação de gametas, a grande maioria prefere ter a oportunidade de gerar filhos biológicos. Entretanto, é virtualmente impossível para o médico descobrir o quão importante este assunto é para o seu paciente se a pergunta não for feita diretamente. Uma vez respondida de forma afirmativa, há que se propor alternativas de preservar a fertilidade antes que os tratamentos quimioterápicos e radioterápicos tenham início. Hoje, com a tecnologia existente, já é possível congelar e guardar por tempo indeterminado sêmen, oócitos e tecido ovariano para que, no futuro, possam ser utilizados mediante técnicas de reprodução assistida. Acreditando que oportunizar a preservação da fertilidade faz também parte do tratamento oncológico, dando perspectiva para estes pacientes, é que a Clínica SEGIR - Serviço de Ecografia, Genética e Reprodução Humana - acaba de inaugurar o Banco de Gametas para pacientes oncológicos, um serviço criado para atender pacientes que desejam guardar seus gametas, sêmen e oócitos, antes de iniciar o tratamento para que possam ter a perspectiva de engravidar no futuro caso a terapia os deixe permanentemente inférteis. |